O mercado de drones no Brasil

Seria o céu o nosso limite? No mercado global, para uma boa parte de atividades profissionais e da ciência, o céu não é o limite. Mas, para nós que trabalhamos com a tecnologia dos drones, aqueles veículos aéreos não tripulados (VANTs), a resposta seria sim, pois o céu é o nosso mercado. O nosso limite para explorar e inovar.

Os drones tornaram-se bastante populares,com o lançamento pela DJI, em 2013, do primeiro modelo, com alto desempenho, voltado para o consumidor final. Isso fez com que passassem de artigos exclusivos de hobby , para serem objetos de consumo das massas.

Drones ou Vants (Veículos Aéreos Não Tripulados)

Desde então, os modelos comerciais têm evoluído em autonomia, facilidade de uso, alcance e qualidade de câmera. Essa popularização abriu novos mercados para sua utilização como, inspeção de redes elétricas, de pontes, usinas eólicas, fachadas de edifícios, fiscalização de fronteiras, pulverização de lavouras, entre outros.

Mais recentemente com a popularização da fotogrametria (mapeamento aéreo) (www.geosensori.com.br/blog) surgiu uma nova demanda por ferramentas profissionais. E, assim, como consequência imediata, para preencher a lacuna e dar mais utilidade às inovações têm aparecido projetos nacionais que merecem destaque.

Um dos primeiros que ilustramos é a XMobots. A empresa é uma das pioneiras no mercado nacional de drones e foi fundada no ano de 2007. Com  sua sede na cidade de São Carlos (SP), a XMobots resolveu desenvolver sua própria câmera para garantir a melhor performance do seu produto. Um de seus principais drones é o Arator 5B, e se destacou por ter sido o primeiro a receber a homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voar a mais de 400 pés ou fora da linha de visão. Tem uma autonomia de voo de 60 minutos. Esse modelo custa em média R$ 70 mil.


Arator 5B, da XMobots


Outra pioneira nacional na fabricação de drones foi a XFLY. Essa empresa iniciou suas atividades no ano de 2012, na cidade de Bauru (SP). Um de seus produtos de destaque é o X800 G.E.O, um hexacóptero com capacidade para carregar até 1.5 kg, e autonomia de até 30 minutos, a uma velocidade máxima de 60 km/h.


X800 G.E.O , hexacóptero

Merece destaque também a Horus aeronaves, fundada no ano de 2014, com sede na cidade de Florianópolis (SC). Em 2017, a Horus recebeu um aporte de R$ 3 milhões da SP Ventures, um dos maiores fundos de venture capital do Brasil. Em 2018 obteve via EqSeed, (uma plataforma online de equity crowdfunding) R$ 2 milhões, investimentos que ajudaram a elevar o patamar da empresa a uma das líderes nacionais do mercado.

A Horus fabrica drones de asa fixa. Um de seus produtos de maior destaque é o Verok. Com uma envergadura de 1,70m, a aeronave pesa cerca de 3,1 kg, possui sistema de paraquedas para seu pouso e uma autonomia de voo de 120 minutos. O preço de tamanha performance chega fácil a casa dos 100 mil reais.

Horus aeronaves

Outra marca que vem se destacando no mercado nacional é a Albatroz Brasil Drones, resultado de sete anos de experiência no projeto de pesquisa e desenvolvimento de drones na Universidade Santa Cecília, em Santos (SP). A Albatroz Brasil Drones é a fabricante do RPA ATOBÁ, que se autodenomina o mais avançado sistema de controle de voo do mercado mundial, com tripla redundância, com inercial isolado e amortecimento. Além disso, ainda possui uma dupla fonte de alimentação, que lhe confere uma autonomia de até 90 minutos. Seu preço de venda é de R$ 28 mil.


RPA ATOBÁ , da Albatroz Drones Brasil

Como vimos o mercado de drones tem se mostrado bem promissor tanto que só em 2018 movimentou mais de 300 milhões de reais. Um dado bastante interessante referente a esse mercado foi a regularização dos drones pela Anac em 2017.

Em apenas um ano já haviam 41.338 drones cadastrados. Essa regularização tornou-se muito importante para o desenvolvimento do mercado. Com isso, o que podemos esperar desse mercado nos próximos anos é mais inovação e melhores performances, afinal, para esse mercado o céu é o limite.

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