Controle de qualidade num levantamento com drone

Levantamento topográfico com drone vem se tornando mais popular a cada dia. A técnica é conhecida como fotogrametria e ,além de ser uma novidade, tornou-se uma ferramenta de trabalho poderosa, e que tem tudo para virar padrão de mercado. Um de seus diferenciais é a capacidade de garantir a qualidade da análise por meio de um relatório preciso. Um verdadeiro detector de erros.

Este relatório contém vários dados sobre o levantamento. Vamos iniciar com o primeiro indicador: o Survey data. Nesta parte, são oferecidas configurações que foram utilizadas durante a análise, tais como, quantidade de fotos, a altitude do voo, área coberta, entre outros.

Este indicador revela todas as configurações feitas no levantamento

O segundo dado apresentado é chamado de Camera Calibration (calibração da câmera), (www.geosensori.com.br/blog) onde mostra o modelo, a calibração e a configuração utilizada no seu levantamento. O que devemos esperar de um estudo bem executado é que a imagem residual apresentada pelo relatório seja o mais aleatório possível e na menor escala possível (indicada pela referência de 1 pix no canto inferior da imagem).

Este dado mostra o modelo e a calibração da câmera utilizada

O próximo indicador é a Camera Locations. Esta parte apresenta a localização de onde cada imagem foi tirada e o erro médio da localização dessas câmeras. Se você não está utilizando um drone com GPS de precisão (RTK ou PPK), você não deve se preocupar ao encontrar erros significativos, da ordem de 15 metros ou até mais em alguns casos. Esse erro se refere ao GPS de baixo custo embarcado na maior parte das aeronaves comerciais.

Apresenta a localização onde cada foto foi tirada e o erro médio

O dado mais importante para garantir a qualidade final do levantamento está na seção Ground Control Points. Ele apresenta todos os pontos de controle que foram cadastrados em solo, e quais seriam os níveis de confiabilidade, de acordo com as coordenadas capturadas.

Desde que os pontos de controle tenham sido identificados com grande acurácia, e os alvos fixados nas imagens, devemos esperar erros similares entre os pontos de controle, e dentro da margem de erro planejada para o nosso levantamento.

O indicador apresenta todos os pontos de controle cadastrados em solo


Para atestar a qualidade do nosso levantamento, essa seção também deve conter nossos pontos de aferição, identificados como check points. A margem de erro RMS indicada, e que foram distribuídas ao longo da análise, representam a média do erro esperado em todo o levantamento. Estatisticamente, o erro RMS é o que devemos esperar encontrar em 66% de todos os pontos obtidos pelo software.

Na GeoSensori, nós procuramos utilizar o menor número de pontos de controle disponíveis para referenciar a imagem, e depois uma quantidade considerável de pontos de controle para aferir o resultado. Em se tratando de check points, o mais importante do que a quantidade é a distribuição homogênea desses pontos ao longo da área a ser levantada, a fim de poder garantir a margem de erro do levantamento.

Tabela dos check points

Esse processo  traz um resultado confiável, e impõe, de maneira matemática qualidade ao seu levantamento. Assim é possível identificar erros, e ainda comprovar numericamente a confiabilidade do serviço prestado.

Todo estudo topográfico terá algum tipo de margem de erro associada ao método e aos equipamentos utilizados para captura dos dados. Conhecer essa margem de erro é essencial na hora de projetar, e deve ser exigida sempre que você encomendar algum levantamento topográfico. Essa aferição deve ser comprovada facilmente por profissionais comprometidos em serviços de fotogrametria.

No próximo post, vamos falar mais sobre pontos de controle. Boa análise!

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